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Esclarecimento da Fé
Esta página tem por finalidade esclarecer algumas verdades da nossa fé que, freqüentemente, são objeto de consultas por parte dos nossos irmãos e paroquianos.
Tradição e Dogma
TRADIÇÃO - Deus revelou-se a nós, comunicou-nos a verdade a Seu respeito e sobre a salvação dos homens, algo que não lograríamos apenas com os nossos esforços. Pedagogicamente nos ensinou por meio de Abraão, dos Patriarcas, dos Profetas e, por fim, por meio de Seu Filho, Jesus Cristo, a quem nos enviou como a plenitude da revelação e nosso salvador.
O conteúdo destas verdades foi sendo transmitido oralmente e confiado aos Apóstolos, por Jesus, para pregarem a todos os povos. (MT 18,20). Chamamos isto a Sagrada Tradição. Dentro desta Tradição, e tido por ela como divinamente inspirados, foram escritos os livros que forma a Sagrada Escritura.
DOGMA - não é verdade nova, “inventada” e imposta pela autoridade papal. É uma verdade que se encontra crida e testemunhada pela Tradição ou Sagrada Escritura, que em determinada época precisou (ou pode precisar) ser explicitada, dirimida, confirmada.
Cabe então ao Pastor da Igreja, a quem foi confiada a responsabilidade de manter a Igreja na unidade e na verdade, confirmar a fé dos irmãos (LC 22,32), declarando como de Fé tal verdade. Isto passa a ser um dogma.
A negação de uma verdade assim expressa, chama-se heresia e exclui o homem, consciente e livre, da comunhão de Fé da Igreja.
Assunção da Virgem Maria
A Assunção de Maria não se encontra na Sagrada Escritura, mas, na Sagrada Tradição.
É tradição cristã que aos 72 anos de idade despediu-se de sua vida terrestre. Dizemos despediu-se, porque no sentido correto da palavra, ela não morreu, foi transportada para os Céus, em Corpo e Alma.
E nada mais natural que tenha sido assim, uma vez que a morte é o castigo infligido a Adão e a sua descendência (a humanidade), por causa do pecado original e dos pecados subseqüentes. Maria teve sua conceição imaculada e estava cheia de graças, pelo mérito de ser a MÃE DE JESUS.
Protegida pelo ESPÍRITO SANTO, não cometeu nenhum pecado, por menor e mais leve que fosse. Por conseguinte, ela não morreu, sua vida teve um fim. Ao cumprir sua missão terrena, fechou os olhos para dormir e acordou na eternidade. Afinal, aquele Corpo Imaculado não podia ser desfeito na sepultura como um corpo qualquer.
A Igreja celebra no dia 15 de agosto a Assunção da Maria. Desde o século V, em Jerusalém, nesta data, celebrava-se este acontecimento.
Esta verdade crida pela Tradição da Igreja foi proclamada como dogma de fé em 1o de novembro de 1950. Usando de infalibilidade, poder-serviço dado por Cristo a Pedro (MT 16,18) o Papa, sucessor legitimo de Pedro, como Pastor da Igreja é assistido pelo Espírito Santo, afim de que a dirija na Verdade.
Assim sendo, coube ao Papa Pio XII, dirimir explicitar, confirmar, declarar a fé na ressurreição de Maria e de declarar que ela está viva na Gloria de Deus, como sendo verdades pertencentes ao depósito da Fé Cristã desde o tempo apostólico.
Evangelho de Marcos 6.3 - "Não é esse o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?"
Os irmãos de Jesus
Observa o evangelista João: "Jesus desceu de Cafarnaum, Ele, sua mãe, seus irmãos e seus discípulos" (Jo. II, 12).
É preciso penetrar o sentido das expressões empregadas pela Sagrada Escritura, pois foi escrita, inicialmente, em aramaico, que é uma língua pobre em vocábulos.
Com efeito, em aramaico a expressão familiar “irmãos” não se restringe unicamente aos filhos nascidos do mesmo homem e da mesma mulher. Nem àqueles que nascem de uma só e mesma mulher, ou só do mesmo pai, ainda que nascidos de mães diferentes. Nem mesmo a primos de primeiro grau, como são os filhos de dois irmãos ou de duas irmãs. Por isso, a Escritura costuma chamar a todos esses de irmãos.
Qual é, pois, a razão de ser da expressão "irmãos de Jesus"?
Os irmãos de Jesus eram os parentes de Maria.
Como se demonstra isso?
Pela própria Escritura, que chama, por exemplo, Lot de irmão de Abraão (Gen, XIII, 18e XIV, 14). E ele era um filho de seu irmão. Abraão era tio de Lot, e, todavia, chamavam-se ambos de irmãos.
Perante esses fatos, todos os consangüíneos de Maria eram considerados irmãos de Cristo. (Santo Agostinho, Comentário do Evangelho de São João, X, 2).
Exemplos da Fé Católica
CRUCIFIXO – O sinal da cruz é o sinal do cristão. Por ele revivemos o maior ato de amor de Deus para conosco: a morte libertadora de Jesus Cristo. Foi Ele quem falou: ”Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. (Mt.16,24)
MISSA – É uma ação ritual que Jesus deixou antes da sua morte e ressurreição. Pela Missa realizamos sempre de novo os gestos e as palavras de Jesus, deixados para todos na ultima ceia. Na Missa comemos e bebemos juntos, dando graças ao Pai, no Espírito Santo, a vida, a paixão, a morte, a ressurreição de Jesus, enquanto esperamos a sus vinda. A Missa nos leva à missão. Esta tarefa significa nosso compromisso de levar adiante a tarefa libertadora começada pior Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus.
BÍBLIA – É a história de amor entre Deus e o povo e entre o povo e Deus. É a narração de uma experiência religiosa bem determinada no tempo e no espaço. É a revelação da história de Deus conosco e nossa com Deus. É uma coleção de 72 livros totalmente humanos e totalmente divinos. Divide-se em Antigo Testamento e Novo testamento. Nela se faz uma ligação entre fé e vida. O melhor lugar para ler a Bíblia é a comunidade.
ROSÁRIO – É a oração Mariana, formada por volta de 1400. Composta de 150 Ave-Marias, dividida em dezenas, intercaladas pelo Pai Nosso e Glória (no final de cada dezena) e pela exposição e meditação de um fato na vida de Cristo e/ou de Maria, chamado mistério, cuja meditação acompanha a recitação da dezena. Pode ser terminado com a Salve Rainha e as ladainhas de Nossa Senhora. A forma clássica de rezar e meditar o rosário são por meio dos “mistérios gozosos” (referentes à infância de Jesus), “mistérios dolorosos” (referentes à paixão e morte de Jesus),“mistérios gloriosos” (referentes à ressurreição, vinda do espírito santo, glorificação de Maria, etc.) e “mistérios luminosos” (referentes à vida pública de Jesus). É uma oração popular por excelência. É um verdadeiro ramalhete de rosas que os cristãos, de uma maneira singela, homenageiam a Maria, Mãe de Jesus e nossa. |