|
A Padroeira
Sant’Ana foi a mãe de Maria, escolhida para ser a mãe de Jesus. Embora não tenha conhecido o neto, Jesus Cristo, pois faleceu aos 79 anos, antes de Maria casar-se com José, seus conhecimentos passados para Maria relacionados ao amor ao próximo e aos bons princípios, foram herdados pelo neto que tanto fez pela humanidade. De acordo com Santo Epifânio e São João Damasceno, Anna significa graça e misericórdia.
De São Joaquim e de Sant’Ana, pais de Maria ficaram escassíssimos dados históricos. Reza a tradição que, sendo jovens de real virtude, sucedeu que se casassem, não sem o beneplácito especial de Deus Altíssimo.
Eram ambos ilustres descendentes da tribo de Judá, do ramo real de Davi, sendo Joaquim filho de Matá, sacerdote de Belém, portanto, irmão de Jacó, pai de José, esposo da Maria e proclamado por Pio IX, padroeiro da Igreja Católica.
Originários de Belém tinham residência em Jerusalém, onde habitavam não muito longe da porta que dá para o Monte das Oliveiras e que hoje é chamada pelos cristãos de Porta de Santo Estevão. Ainda hoje se venera este bendito local, embora não mais exista a casa, mas em seu lugar o belo templo dedicado a Senhora Sant’Ana, bem perto da piscina de Betesba.
Casou-se com Joaquim e descobriu que era estéril, mas através de muita oração, teve a alegria de ser mãe já idosa. Como aconteceria com Zacarias e Izabel, pais de João Batista, levaram longos anos da vida matrimonial sem que o senhor os alegrasse com o nascimento de um filho. Isso era particularmente doloroso naqueles tempos de temor a Deus, quando os filhos, benção do Céu, eram esperados e desejados com sumo prazer; tanto mais quanto para eles da família real do Rei Davi se viessem deixar a descendência, poderia acontecer colaborar de algum modo com a vinda do Messias, conforme estava revelado pelas antigas profecias.
A tão admiráveis esposos estava reservada, porem, a glória única fazer vir à luz à mais ilustre de todas as mulheres e isso numa idade tão provecta.
É dogma de fá que geraram uma menina, a única sem o pecado original. Assim podemos dizer que, bem próximos do estado de santidade de Adão e Eva eles se encontravam, quando ocorreu a Conceição da Imaculada.
Quanto à educação, a formação que imprimiram na inteligência e no coração d’Aquela ilustre Menina, não é por certo a grandeza do resultado, a mais extraordinária prova de virtude e do equilíbrio daquele Lar Modelo?
Aprendamos, pais, com tão admiráveis santos. Imitemos, esposos, a tão fieis e nobres consortes. Corramos, filhos, para o abrigo e imitação de tão Santa Descendência
Seu culto especial começou no século VI em várias partes do Oriente e do Ocidente. O papa Gregório XV, em 1621, fixou a data para 26 de julho e, aceita, tornou-se obrigatória em todo mundo.
A cidade de São Paulo tem Sant’Ana como padroeira desde o século XVIII. Sant’Ana é Padroeira da Arquidiocese de São Paulo, do Bairro de Santana e também a Padroeira da Região Episcopal Norte, da Catedral da Região e de cerca de 100 paróquias em todo o Brasil.
Nascimento de Maria
Não sabemos a data de seu nascimento, mas celebramos os seus dois mil anos. Provavelmente nasceu em Jerusalém. Sabemos com certeza que Maria era descendente da família real de Davi. O calendário litúrgico celebra no dia 8 de setembro o nascimento da Virgem Maria.
O ser humano sempre ressaltou e realçou os fatos importantes de sua vida. A liturgia da Igreja celebra os fatos importantes da Historia de nossa salvação. Como a Virgem Maria ocupa um lugar especial nesta Historia, o seu nascimento é motivo de celebração:
Nasceu Aquela de quem nasceria o Salvador...!!!
A FESTA DA PADROEIRA
A festa da Senhora Sant’Ana, padroeira da Paróquia de Sant’Ana do Rio Vermelho, realiza-se no dia 26 de julho com celebração da Novena entre 17 a 25 de julho para preparação deste dia comemorativo, que culmina à noite com a realização da Santa Missa Solene, seguida de Procissão.
A festividade em louvor à Senhora Santana começou no final do século XIX, fora da data litúrgica. Esta extemporaneidade foi determinada pelos veranistas e acatada pela Igreja, pela seguinte razão: no inverno a população fixa era diminuta e a maioria dos imóveis permanecia fechada, inclusive a igrejinha do Largo de Sant’Ana, que não dispunha de um padre permanente. Neste período, a vida do povoado girava basicamente em torno dos pescadores, sem recursos para as festas.
O paradisíaco arrabalde somente ganhava movimentação com a chegada do verão, que trazia os proprietários das casas, famílias abastadas que residiam no centro de Salvador. Os comerciantes reativavam os negócios, o dinheiro corria e os veranistas faziam festas populares e religiosas.
Eles foram também os responsáveis pela emancipação do Rio Vermelho da Paróquia Nossa Senhora da Vitória no dia 5 de abril de 1913, através de provisão assinada por Dom Jerônymo Thomé da Silva, Arcebispo Metropolitano de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, criando a Paróquia de Sant’Ana do Rio Vermelho. A capela do Largo de Sant’Ana foi promovida à condição de Igreja-Matriz e o Pe. Antonio de Menezes Lima designado pároco do novo curato.
Mesmo quando o Rio Vermelho foi deixando de atrair os veranistas ricos, foi crescendo e ganhando uma população fixa, com importantes famílias e a tradição da realização da Festa da Padroeira foi mantida no verão. Somente em 1971, quando o bairro já havia perdido todas as características de centro de veraneio, o Monsenhor Antonio da Rocha Vieira, que foi pároco da Igreja do Rio Vermelho durante 16 anos, resolveu, finalmente, transferir a festa para o período correto, no inverno, de 17 a 26 de julho.
Hoje o Rio Vermelho se constitui, talvez, no bairro mais católico da Cidade do Salvador e sua comunidade reverencia Sant’Ana com muita fé e devoção nos dias da Novena, nas Santas Missas e na Procissão que percorre as principais ruas do bairro.
HINO DA PADROEIRA
Entre as sombras da lei já passada Escolhida, exultara de gozo: Foi Sant’Ana formosa alvorada E Maria, seu astro formoso.
Mãe da Mãe de Jesus, ó Sant’Ana Lá do alto da glória onde estais Derramai sobre nós, soberana, Vossas benções de amor maternais
Muitos anos viveu na tristeza Só por falta de filhos no lar; Sua fé, como luz sempre acesa, Fê-la firme na prece esperar.
Predileta de Deus foi ouvida, Mereceu a fortuna de ser Genitora da Virgem que a Vida Veio ao mundo, com Cristo, trazer.
Nos fulgores da luz sempiterna Resplandece a Senhora Sant’Ana Doce olhar seus carinhos externa, Que da mãe terno olhar não engana.
Muitas graças pedimos, Senhora, Que façais sobre a terra cair; Pressurosa atendei-nos agora, Daí que seja ditoso o porvir! |